domingo, 17 de junho de 2012

Memorial Katana no FETECO

Nesta tarde de domingo, fomos as quarto atrizes já maquiadas e cantarolando no carro, participar do FETECO. Como eu estava dirigindo – grande aventura na ida e na volta - não conseguia terminar um assunto, ou música.
Com pura adrenalina no corpo, chegamos no auditório do Colombo Park Shopping. Bijijo já nos aguardava na porta e pensava que tínhamos fugido! 

Nos trocamos, aquecemos, a Amanda conversou sobre a luz com o operador e sentamos para dar início ao Katana.

Quando tudo pareceu se aquietar - público em suas cadeiras no grande auditório e as atrizes no palco italiano com cortinas abertas - tivemos que manter o estado e aguardar a Mari apresentar o  KATANA e falar da programação do FETECO e também ouvir os sons das últimas preparações da iluminação.

Uma travessia diferente, em um espaço grande para um público de mais ou menos 150 pessoas. Diferente porém não menos especial!

Quando finalizamos Mari, que faz parte da organização do evento, nos apresentou ao público e indagou como foi apresentar o KATANA, um trabalho experimental, em Colombo. Bijijo comentou sobre o processo e como foi apresentar ali, explicando como é importante estabelecer uma relação com a platéia.

Numa conversa rápida de camarim, comentamos sobre a entrega e a energia; as marcações - as mesmas que fizemos para o Teatro Rodrigo D'Oliveira; no tamanho do espaço; na quantidade de público; na projeção de voz; na idade do público (muitas crianças e adolescentes).

Cito algumas palavras de Mari,  KATANA, é um trabalho experimental, diferente, difícil (...) As pessoas não estão acostumadas a assistir certas propostas (....) Não sabía como vocês chegariam no final do espetáculo, é muito físico (...) O festival serve para movimentar a cidade, proporcionar peças e mostrar as diferentes maneiras de se fazer teatro.

Foram mais ou menos assim suas palavras na conversa que tivemos antes de ir embora.
Agradecemos pela oportunidade de estar no FETECO.

Obrigada aos jurados, organização e aos olhares atentos do público, as vezes tímido as vezes surpreso.

domingo, 10 de junho de 2012

Memorial do Katana no Teatro Rodrigo D’Oliveira

Quando soube da Mostra, pensei será que o Katana se encaixaria? Conversei com as meninas das possíveis mudanças caso fossemos participar e encaminhei para Rodrigo fotos e vídeo da peça.

Nosso primeiro desafio foi conversar com o Rodrigo sobre a sinopse, a qual ele opinou que precisava ser mais chamativa, e definir o gênero (drama, comédia ou tragédia). O que pode se delongar por horas, pois as possibilidades e interpretações para o Katana são múltiplas.

Outra questão era fazer com que ele compreendesse da importância de ter um ensaio geral com a peça toda, e não apenas uma passagem de luz, pois precisávamos adaptar as marcas/posições/sensações antigas de semi-arena para palco italiano.

Como com diálogo tudo se resolve e o universo ajeita, o Rodrigo nos proporcionou dois dias de ensaio, que foram muito produtivos. A Confraria Chá das Cinco organizou ensaios para novamente sintonizar corpos, sons e narrativas.

Os três dias de apresentações foram muito intensos em suas particularidades. Dias frios, úmidos e chuvosos. O público compareceu tímido, mas com suas mantas e corações pulsantes. O clima intimista e de comunhão com o público permaneceu, pois o Teatro Rodrigo D’Oliveira é um espaço bem aconchegante com 40 lugares.

Acabamos não tendo registros de fotos e vídeo. Mas a memória e sensações ficaram registradas para sempre.
Agradeço pela presença de cada alma amiga, e até a próxima travessia.