Nosso primeiro desafio foi conversar com o Rodrigo sobre a sinopse, a qual ele opinou que precisava ser mais chamativa, e definir o gênero (drama, comédia ou tragédia). O que pode se delongar por horas, pois as possibilidades e interpretações para o Katana são múltiplas.
Outra questão era fazer com que ele compreendesse da importância de ter um ensaio geral com a peça toda, e não apenas uma passagem de luz, pois precisávamos adaptar as marcas/posições/sensações antigas de semi-arena para palco italiano.
Como com diálogo tudo se resolve e o universo ajeita, o Rodrigo nos proporcionou dois dias de ensaio, que foram muito produtivos. A Confraria Chá das Cinco organizou ensaios para novamente sintonizar corpos, sons e narrativas.
Os três dias de apresentações foram muito intensos em suas particularidades. Dias frios, úmidos e chuvosos. O público compareceu tímido, mas com suas mantas e corações pulsantes. O clima intimista e de comunhão com o público permaneceu, pois o Teatro Rodrigo D’Oliveira é um espaço bem aconchegante com 40 lugares.
Acabamos não tendo registros de fotos e vídeo. Mas a memória e sensações ficaram registradas para sempre.
Agradeço pela presença de cada alma amiga, e até a próxima travessia.
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